NR12 SEGURANÇA EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

<Apresentação da Norma NR12

 

Esta Norma Regulamentadora e seus anexos definem referências
técnicas, princípios fundamentais e medidas de proteção para
garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Além
disso, estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes
e doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de
máquinas e equipamentos de todos os tipos, e ainda à sua
fabricação, importação, comercialização, exposição e cessão a
qualquer título, em todas as atividades econômicas, sem prejuízo
da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras
- NR aprovadas pela Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, nas
normas técnicas oficiais e, na ausência ou omissão destas, nas
normas internacionais aplicáveis. Entende-se como fase de
utilização a construção, transporte, montagem, instalação, ajuste,
operação, limpeza, manutenção, inspeção, desativação e desmonte
da máquina ou equipamento. (fonte: MTE)
A Norma Regulamentadora 12, cujo título é Máquinas e
Equipamentos, estabelece as medidas prevencionistas de
segurança e higiene do trabalho a serem adotadas na instalação,
operação e manutenção de máquinas e equipamentos, visando a
prevenção de acidentes do trabalho. A NR 12 tem a sua existência
jurídica assegurada, em nível de legislação ordinária, nos artigos
184 a 186 da CLT.
O homem não é apto, por si só, em seu meio de trabalho, a se
proteger sem dispositivos de segurança. As máquinas e
Equipamentos devem se integrar, aos dispositivos de segurança.
Dispositivos de segurança normalizados diminuem sensivelmente
os riscos existentes, mas não os eliminam totalmente. Ações
adicionais tais como capacitação contínua para operadores e
pessoal da manutenção se faz sempre necessário bem como
manutenções preventivas conforme manuais são imprescindíveis.
Os 3 pilares Básicos da Segurança : Proteções adequadas,
Procedimentos e Capacitação. (Fonte: CIESP)

Cenário Brasileiro de Acidentes de Trabalho

O Brasil ocupa uma posição nada agradável quando o assunto é
acidentes de trabalho. Estamos na 4ª posição global do ranking de
acidentes com óbitos, veja os números:
- 4ª posição em Acidentes de Trabalho fatais (na frente somente
estão El Salvador, Coreia e Índia);
- 15º em Acidentes gerais;
- são 83 acidentes a cada hora;
- e 3,5 Mortes ao Dia
- isto representa 2,3% PIB destinados a custos relativos a acidentes
(2009)
- gerando R$ 14 Bilhões de Aposentadorias por Acidentes de
Trabalho (2009)
- em 10 anos (1999/2009) foram 7.727.795 acidentes (destes; 124
mil doenças ocupacionais, 206 mil incapacitantes e 49 mil Óbitos;
(Fonte: Conselho Nacional de Saúde)
Esta é uma situação incômoda, pois basicamente os números
supracitados se resumem à falta de segurança ou de medidas de
proteção individual, coletiva e administrativas e da organização do
trabalho em si.
Estrutura da NR 12
A norma NR 12 está estruturada de uma forma que possa ser mais
fácil compreendida e aplicada. Neste curso iremos principalmente
estudar os 18 tópicos mais importantes e seus 12 anexos da NR 12.
Princípios Gerais da NR 12

 

A NR 12 trata da Proteção do Trabalhador no uso de máquinas e
equipamentos e de várias características a elas associadas.
O empregador deve garantir condições e medidas seguras de
trabalho, como: proteção coletiva e individual, administração e
organização do trabalho.
As máquinas devem atender aos princípios de falha de segurança,
principalmente quando em fase de utilização.
Alguns pontos importantes a serem comentados resumindo-se por
cada tema, segue (fonte: FIESP):
1 A nova redação da NR 12 (2013) expõe de forma clara sua
abrangência de aplicação: máquinas e equipamentos novos e
usados de todas as áreas tecnológicas e em todas as atividades
econômicas.
12.1. “Esta Norma Regulamentadora e seus anexos definem
referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de
proteção para garantir a saúde e a integridade física dos
trabalhadores e estabelece requisitos mínimos para a prevenção de
acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto e de
utilização de máquinas e equipamentos de todos os tipos, e ainda à
sua fabricação, importação, comercialização, exposição e cessão a
qualquer título, em todas as atividades econômicas, ...”
12.1.1 “Entende-se como fase de utilização a construção,
transporte, montagem, instalação, ajuste, operação, limpeza,
manutenção, inspeção, desativação e desmonte da máquina ou
equipamento.”
12.2. “As disposições desta Norma referem-se a máquinas e
equipamentos novos e usados, ...”
2 Todas as empresas usuárias de máquinas e equipamentos
deverão integrar a NR 12 a seus sistemas de gestão ou criar
procedimento para aplicação e acompanhamento da Norma.
12.153. “O empregador deve manter inventário atualizado das
máquinas e equipamentos com identificação por tipo, capacidade,
sistemas de segurança e localização em planta baixa, elaborado
por profissional qualificado ou legalmente habilitado.”
12.153.1. “As informações do inventário devem subsidiar as ações
de gestão para aplicação desta Norma.”
12.154 “Toda a documentação referida nesta norma, inclusive o
inventário previsto no item 12.153, deve ficar disponível para o
SESMT, CIPA ou Comissão Interna de Prevenção de Acidentes na
Mineração - CIPAMIN, sindicatos representantes da categoria
profissional e fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego.”
3 O princípio da falha segura deve ser observado desde a
concepção das máquinas.
12.5. “A concepção de máquinas deve atender ao princípio da falha
segura.”
Glossário: “Falha segura: o princípio de falha segura requer que um
sistema entre em estado seguro, quando ocorrer falha de um
componente relevante à segurança. A principal pré-condição para a
aplicação desse princípio é a existência de um estado seguro em
que o sistema pode ser projetado para entrar nesse estado quando
ocorrerem falhas. O exemplo típico é o sistema de proteção de
trens (estado seguro = trem parado). Um sistema pode não ter um
estado seguro como, por exemplo, um avião. Nesse caso, deve ser
usado o princípio de vida segura, que requer a aplicação de
redundância e de componentes de alta confiabilidade para se ter a
certeza de que o sistema sempre funcione.”
4 As instalações elétricas das máquinas e equipamentos deverão
ser revistas de forma a prevenir os perigos de choque elétrico,
incêndio, explosão e outros. Devem ser atendidas as exigências
referentes aos condutores de alimentação, quadros de energia,
dispositivos de proteção contra sobrecorrente, sobretensão,
monitoramento de detecção de sequência de fases e evitar partes
energizadas expostas.
12.14. “As instalações elétricas das máquinas e equipamentos
devem ser projetadas e mantidas de modo a prevenir, por meios
seguros, os perigos de choque elétrico, incêndio, explosão e outros
tipos de acidentes, conforme previsto na NR.”
12.15. “Devem ser aterrados, conforme as normas técnicas oficiais
vigentes, as instalações, carcaças, invólucros, blindagens ou partes
condutoras das máquinas e equipamentos que não façam parte dos
circuitos elétricos, mas que possam ficar sob tensão.”
5 O acionamento dos dispositivos de comando das máquinas e
equipamentos deverá ser seguro, levando em consideração a
ergonomia, os riscos elétricos, a redundância, o monitoramento,
extra baixa tensão, dois contatores com contatos espelhos, relé de
segurança e dispositivos que não permitam a burla.
12.24. “Os dispositivos de partida, acionamento e parada das
máquinas devem ser projetados, selecionados e instalados de
modo que:
a) não se localizem em suas zonas perigosas;
b) possam ser acionados ou desligados em caso de emergência por
outra pessoa que não seja o operador;
c) impeçam acionamento ou desligamento involuntário pelo
operador ou por qualquer outra forma acidental;
d) não acarretem riscos adicionais; e
e) não possam ser burlados.”
12.36. “Os componentes de partida, parada, acionamento e outros
controles... devem:
a) operar em extra baixa tensão de até 25V (vinte e cinco volts) em
corrente alternada ou de até 60V (sessenta volts) em corrente
contínua;”
12.37. “O circuito elétrico do comando da partida e parada do motor
elétrico de máquinas deve possuir, no mínimo, dois contatores com
contatos positivamente guiados, ligados em série, monitorados por
interface de segurança ...”
12.95 “Os comandos das máquinas e equipamentos devem ser
projetados, construídos e mantidos com observância aos seguintes
aspectos:
a) localização e distância de forma a permitir manejo fácil e seguro;
b) instalação dos comandos mais utilizados em posições mais
acessíveis ao operador;
c) visibilidade, identificação e sinalização que permita serem
distinguíveis entre si;
d) instalação dos elementos de acionamento manual ou a pedal de
forma a facilitar a execução da manobra levando em consideração
as características biomecânicas e antropométricas dos operadores;
e
e) garantia de manobras seguras e rápidas e proteção de forma a
evitar movimentos involuntários.”
6 As zonas de perigo das máquinas e equipamentos devem
possuir sistemas de segurança, como proteções fixas, proteções
móveis intertravadas, proteções móveis intertravadas com bloqueio,
bem como dispositivos de detecção ou garantir as distâncias de
segurança do Anexo I da Norma.
12.39. “Os sistemas de segurança devem ser selecionados e
instalados de modo a atender aos seguintes requisitos:
a) ter categoria de segurança conforme prévia análise de riscos
prevista nas normas técnicas oficiais vigentes;
b) estar sob a responsabilidade técnica de profissional legalmentehabilitado;c) possuir conformidade técnica com o sistema de comando a quesão integrados;d) instalação de modo que não possam ser neutralizados ouburlados;e) manterem-se sob vigilância automática, ou seja, monitoramento,de acordo com a categoria de segurança requerida, exceto paradispositivos de segurança exclusivamente mecânicos; ef) paralisação dos movimentos perigosos e demais riscos quandoocorrerem falhas ou situações anormais de trabalho.”12.41 “Para fins de aplicação desta Norma, considera-se proteção oelemento especificamente utilizado para prover segurança por meiode barreira física, podendo ser:a) proteção fixa, que deve ser mantida em sua posição de maneirapermanente ou por meio de elementos de fixação que só permitamsua remoção ou abertura com o uso de ferramentas específicas; eb) proteção móvel, que pode ser aberta sem o uso de ferramentas,geralmente ligada por elementos mecânicos à estrutura da máquinaou a um elemento fixo próximo, e deve se associar a dispositivos deintertravamento.”12.42 “Para fins de aplicação desta Norma, consideram-sedispositivos de segurança os componentes que, por si só ouinterligados ou associados a proteções, reduzam os riscos deacidentes e de outros agravos à saúde, sendo classificados em:a) comandos elétricos ou interfaces de segurança: dispositivosresponsáveis por realizar o monitoramento, que verificam ainterligação, posição e funcionamento de outros dispositivos dosistema e impedem a ocorrência de falha que provoque a perda dafunção de segurança, como relés de segurança, controladoresconfiguráveis de segurança e controlador lógico programável - CLPde segurança;b) dispositivos de intertravamento: chaves de segurançaeletromecânicas, com ação e ruptura positiva, magnéticas eeletrônicas codificadas, optoeletrônicas, sensores indutivos desegurança e outros dispositivos de segurança que possuem afinalidade de impedir o funcionamento de elementos da máquinasob condições específicas;c) sensores de segurança: dispositivos detectores de presençamecânicos e não mecânicos, que atuam quando uma pessoa ouparte do seu corpo adentra a zona de perigo de uma máquina ouequipamento, enviando um sinal para interromper ou impedir oinício de funções perigosas, como cortinas de luz, detectores depresença optoeletrônicos, laser de múltiplos feixes, barreiras óticas,monitores de área, ou scanners, batentes, tapetes e sensores deposição;d) válvulas e blocos de segurança ou sistemas pneumáticos ehidráulicos de mesma eficácia;e) dispositivos mecânicos, como: dispositivos de retenção,limitadores, separadores, empurradores, inibidores, defletores eretráteis; ef) dispositivos de validação: dispositivos suplementares de comandooperados manualmente, que, quando aplicados de modopermanente, habilitam o dispositivo de acionamento, como chavesseletoras bloqueáveis e dispositivos bloqueáveis

Liser Consultoria em Segurança do Trabalho

Consultoria de Segurança do Trabalho, realizamos treinamentos diversos de segurança do trabalho, palestras de Dialogo de saúde e segurança, documentação especificação de equipamentos de combate a incêndio, extintores, hidrantes, treinamento personalizado, elaboração de Ordens de serviços de segurança, procedimentos para trabalho em altura NR35 e demais documentação. Contato Rodrigo Araújo 031 86284428 ou rodrigo.acr2@gmail.com

Especificação para medir dosemétria.

Dose de ruído contínuo NR 15 – Veja como calcular passo a passo

SOBRE O CÁLCULO

Faremos o cálculo de forma bem detalhada para facilitar o máximo possível. 

Sugiro que assista em vídeo para facilitar ainda mais o entendimento. 

Se não puder, estou certo que o texto lhe ajudará muito.

1 – Determinar o ambiente de trabalho onde se pretende avaliar para definir

 quantas avaliações será necessário.

ACIMA DO LIMITE DE TOLERÂNCIA

Sobre a insalubridade a NR 15 diz em seu anexo 1 que:

Quando o resultado do cálculo exceder a unidade (1), a exposição estará acima do 

limite de tolerância NR 15. Vale lembrar que quando está acima do 

Limite de Tolerância o trabalhador passa a ter direito ao adicional de insalubridade.

2 – Fazer avaliação da exposição ao ruído ocupacional (medição)

Para ficar mais fácil assimilar o conteúdo usamos um exemplo de 5 avaliações de

 ruído feitas em campo (no ambiente de trabalho) com o decibelímetro.

No nosso caso, a avaliação apontou como o resultado as seguintes exposições:

2 horas de trabalho á 90 dB(A)

1 horas de trabalho á 85 dB(A)

2 horas de trabalho á 87 dB(A)

2 horas de trabalho á 92 dB(A)

1 horas de trabalho á 88 dB(A)

3 – Relacionar as avaliações ambientais com a máxima exposição definida na NR 15.

Hora de observar o anexo 1 da NR 15…

4 – Preencher os dados da fórmula da NR 15, onde:

 CN (C1)= Indica o tempo total em que o trabalhador está exposto ao nível de ruído.

TN (T1)= Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível.

Repare que a fórmula trás espaço para três resultados de medições (C1, C2, C3) e

 seus consequentes divisores (T1, T2, T3), mas, isso não impede que faça com mais de 

três ou menos de três

Veja os exemplos no quadros abaixo;

 90 (db) + T.E + T.P=   2/4 =

Medição número 1 – 2/4 =0,5 (2 dividido por 4 é igual a 0,5)

Medição número 2 – 1/8 =0,125

Medição número 3 – 2/6 =0,33

Medição número 4 – 2/3 =0,67

Medição número 5 – 1/5 =0,2

6 – Somar o resultado das divisões

 Dose: 0,5+0,125+0,33+0,67+0,2=1,825

 Conclusão;

 ACIMA DO LIMITE DE TOLERÂNCIA

Sobre a insalubridade a NR 15 diz em seu anexo 1 que:

Quando o resultado do cálculo exceder a unidade (1), a exposição estará acima do 

limite de tolerância NR 15. Vale lembrar que quando está acima do 

Limite de Tolerância o trabalhador passa a ter direito ao adicional de insalubridade.

Medição de Ruido dosimetria.

Grua de Obra.

A segurança na utilização da grua na construção do edifício

1. Introdução

Atualmente o volume de obras na construção civil vem aumentando significativamente, com a demanda por moradias impondo um forte ritmo de produção das construtoras com a verticalização das habitações nas grandes metrópoles. Com isso, tem-se exigido cada vez mais o uso de equipamentos eficientes e capazes de atender aos curtos prazos impostos à execução das obras.

Nesse contexto são necessários equipamentos que façam transporte vertical e transporte horizontal para movimentação de grandes cargas. O guindaste de torre, mais conhecido como grua, é um equipamento composto desses dois movimentos (vertical e horizontal), permite aumento de produtividade. Existem guindastes de torre com lança horizontal que dispõem de formas de movimentações específicas, classificadas em fixas ou estacionárias; ascensionais e móveis sobre trilhos.

Dados tirados da Wikipedia (2008) mostram que os primeiros guindastes foram inventados na Idade Antiga pelos gregos e eram movidos por homens e/ou animais de carga
(como os burros). Esses guindastes eram usados para construção de edifícios altos. Guindastes maiores foram desenvolvidos posteriormente, usando engrenagens movidas por tração humana, permitindo a elevação de cargas mais pesadas.

Os guindastes atuais, mais usados em Salvador, são de torre fixa chumbada numa base de concreto (Figura 01) e compostos por uma torre que sustenta uma treliça metálica (lança) horizontal, com cabos e polias que içam a carga através do gancho de levantamento. A treliça metálica possui movimento circular, nela o trole tem movimentações horizontais, esse movimento é obtido por meio de um sistema de cabos e polias localizado na parte inferior da lança (existe casos que é necessário instalar um limitador de giro). O mecanismo de suspensão oferece grande mobilidade para realizar as operações, porque o gancho pode ser erguido ou baixado em comprimentos distintos. O contrapeso é posicionado na contra-lança que se encontra na extremidade, cerca de três vezes menor que a lança, no sentido oposto. Algumas gruas possuem cabine de comando que pode estar localizada no conjunto superior. A capacidade de carga aumenta à medida que o trole (carrinho, localizado na parte inferior da lança), trabalha
mais próximo da torre central.

 

 

Este equipamento pode atender às exigências de curto prazo, quando se faz um planejamento bem elaborado, com estudo de recebimentos e movimentações de cargas e materiais, além da disposição do canteiro de obra, através de critérios logísticos, para o aproveitamento máximo da grua. Quando esse planejamento não é feito, a utilização da grua pode perder seus benefícios, podendo inclusive chegar a ser desnecessária.

Quando se procura entender o funcionamento da grua, é fácil perceber a potencialidade de ocorrência de um acidente. Sua má utilização coloca em risco a segurança dos trabalhadores, riscos que ocorrem desde a instalação até a desmontagem, passando pela utilização e manutenção.

A divulgação de notícias sobre acidentes com grua, com a possibilidade de acidente fatal, foi o fator motivador para a realização do estudo. Buscou-se verificar as recomendações de normas para o uso desse tipo de equipamento e o grau de atendimento com relação aos aspectos de segurança.

Para avaliação da segurança no uso da grua foi elaborado um questionário, aplicado em obras na cidade de Salvador que utilizam o equipamento. O questionário obtém resposta fechada, “SIM”, “NÃO” e “N.A.”, com isso, foi possível entender a logística do canteiro na utilização da grua, com suas restrições e especificidade (detalhes). Existe também um campo para observações, no qual o entrevistado pode mostrar o ponto de vista com relação à grua sobre aspectos apontados. Em conjunto com a aplicação do questionário, foi obtido um acervo fotográfico e um mapeamento das obras com uso do GPS - Global Positioning System.

O questionário serviu para coletar informações e contribuir para um maior enriquecimento acerca dos perigos iminentes nas obras com grua. Além de detectar, quais os itens que não são cumpridos atualmente pelas obras de acordo com NR18 (BRASIL, 2008). Com o resultado da pesquisa, pôde-se comparar a falta de atendimento de itens da norma em algumas obras e outras que eram atendidas, e mostrar que é possível o cumprimento de quase todos os itens.

2. Método de pesquisa

2.1. Levantamento bibliográfico / conhecimento da norma

Esta primeira etapa consiste em levantar informações sobre os principais tipos de grua, dados referentes ao funcionamento da grua, características, modelos e movimentos executados pela mesma, recomendações e exigências do fabricante para montagem / desmontagem, operação e manutenção além, é claro, das normas brasileiras e legislação que regem o uso da grua. As informações foram extraídas de livros, revistas, artigos técnicos, trabalhos acadêmicos e principalmente de manuais.

Visa conhecimento do objeto em estudo e servirá de base para o desenvolvimento do instrumento de pesquisa (questionário) e posterior avaliação dos resultados obtidos. Merecendo enfoque na norma NR18, no item, 18.14 - Movimentação e transporte de materiais e pessoas; e o item 18.14.24 - Gruas; fazendo um comparativo com a realidade, onde serão coletados dados de obras entre setembro e novembro de 2008.

2.2. Levantamento de acidentes envolvendo grua

O objetivo para a realização do levantamento foi obter um maior conhecimento dos acidentes relacionados com a grua no mundo inteiro, através das principais fontes, notícias em internet, jornais e revistas, no período entre 1999 e 2008. Após obter um embasamento teórico sobre acidentes com grua, realizou-se a pesquisa de campo.

Atualmente no mercado de Salvador existem três empresas que fornecem grua como aluguel e/ou venda, mas algumas empresas construtoras já possuem seus próprios equipamentos.

Essa informação facilita a identificação, pois as gruas são distinguidas pela cor, modelo e acessórios, montando uma listagem das obras de múltiplos andares, para possíveis visitas e para aplicação do questionário.

2.3. Questionário

O instrumento de pesquisa foi elaborado com base na norma e recomendações de fabricantes (LIZMETAL, 2008) e (MANITOWOC, 2008). Um questionário com 64 questões fechadas, isto é, com resposta: “Sim”, “Não”, “Não se aplica”, a fim de que a asserção se referisse a um aspecto positivo que o item deveria possuir, permitiu o levantamento de informações que levem a apuração do cumprimento da norma.

A escolha da metodologia visa à facilidade de preenchimento do questionário. Algumas afirmações apresentadas possibilitam a verificação visual da conformidade ou não com a norma, dispensando assim consultas ao questionário inteiro, existindo campos para registros de observações quando necessário. O questionário é composto de três subitens: instalação, operação e manutenção, sendo aplicado ao engenheiro, mestre, operador, técnico de segurança ou estagiário, nas obras selecionadas.

Com a ajuda das empresas fornecedoras de grua, de profissionais do setor, além da observação visual, pôde-se listar as obras para a pesquisa, as quais foram contactadas e aplicado o questionário apenas naquelas em que se obteve permissão da empresa. Após a listagem das obras, foi realizado um agrupamento por localização a fim de facilitar a visita da pesquisadora.

Na aplicação do questionário foi fundamental o esclarecimento para as construtoras entrevistadas do objetivo da análise e do sigilo do nome da empresa.
No questionário, a primeira folha possui espaço para o preenchimento referente à caracterização da obra, características essas que não aparecerão no transcorrer do trabalho e visam apenas à organização da pesquisa. A identificação das obras foi realizada através de números algébricos, baseados na ordem de visita, facilitando para possíveis comentários.

2.4. Pesquisa de campo

A pesquisa de campo consiste na coleta de dados que possam servir de base para o estudo. A atividade principal nesta etapa é a aplicação do questionário, com itens relacionados com o uso da grua, visando assim evidenciar aspectos de segurança que servirão para análise futura. Ele foi aplicado em 15 obras de Salvador, entre os meses de setembro e novembro de 2008.

Nessa etapa foram também observados os seguintes pontos: a) quais as ações adotadas por parte das empresas para a prevenção de acidentes, mostrando as medidas de proteção para resguardar o trabalhador; b) a existência ou não de treinamentos; e c) a abordagem dos treinamentos.

2.4.1. Registro fotográfico

Para a apresentação dos resultados do diagnóstico foi obtido registro visual da situação encontrada, sendo utilizadas tanto filmagens quanto fotografias. O registro fotográfico é suficiente quando se observa a instalação da grua, como ancoragens, passagens e o estado em si do equipamento. Já a filmagem é mais usada quando o equipamento está em funcionamento, pois foram observadas movimentações de cargas sob pessoas e suspensão da carga com giro ao mesmo tempo.

Uma vez no canteiro é comum que o observador fique em dúvida sobre o que fotografar e, em consequência, deixe de registrar importantes aspectos. Para evitar este problema, foi elaborada uma listagem dos principais pontos que deveriam ser fotografados, escolhidos com base na importância para atendimento da segurança e recomendações. A listagem é composta por dez itens, quais sejam:

a) Ancoragem;
b) Passarela para torre;
c) Identificação dos limites de carga na lança;
d) Posicionamento da grua no canteiro;
e) Localização próxima de fios de alta tensão;
f) Lança;
g) Contra-peso;
h) Cabine (se houver);
i) Transporte de material;
j) Montagem/desmontagem.

Tanto as fotografias, quanto as filmagens, desempenham um papel fundamental como instrumento de apoio à argumentação, visto que apenas a lembrança e a recordação das visitas podem gerar erros, além do questionário. Já as fotos servem para enfatizar, usando-as o diagnóstico será mais verídico.

3. Referencial Teórico

Apresentam-se neste capítulo os principais aspectos sobre a utilização e funcionamento da grua. Para gruas fixas que são montadas sempre na área externa da obra, fixada em base de concreto, vantagens só podem existir com o uso adequado, através de estudos da logística do canteiro, programação da locação e desmontagem, além das interferências na fachada dos edifícios (LEAL, 2008).

Nas obras que fazem uso de gruas é fundamental a presença de documentação e conteúdo programático com assuntos para um treinamento dos operadores de grua e sinaleiro/amarrador de cargas observando:

• O que é uma grua.
• Como funciona uma grua.
• Montagem e instalação de gruas.
• Como operar uma grua.
• Como sinalizar operações com gruas.
• Como amarrar cargas
• Sistema de segurança
• Legislação e Normas Regulamentadoras – NR18, NR06, NR05 e NR17.
• Glossário com as principais palavras específicas de grua.

Na Norma Regulamentadora – NR 18 (BRASIL, 2008), o item, 18.14.3 estabelece que: “No transporte vertical e horizontal de concreto, argamassas ou outros materiais, é proibida a circulação ou permanência de pessoas sob a área de movimentação da carga, sendo a mesma isolada e sinalizada. (118.260-9 / I3)”. A falta de segurança é constante por conta da movimentação da grua, onde são possíveis os movimentos livres, horizontais e verticais, em todo o espaço térreo e aéreo e por conta da necessidade de trajetos diferentes em um curto espaço de tempo.

Na norma, este item não está direcionado para gruas, mas desde que a funcionalidade da mesma permite, deve ser atendido por esse equipamento também.

A utilização da grua deve atender aos requisitos da norma NR18 (BRASIL, 2008), especificamente ao item 18.14.24 Gruas, o qual aponta que o equipamento deve dispor obrigatoriamente dos itens de segurança, conforme apresentado no Quadro 01.

Além de itens obrigatórios que a grua deve dispor, existem normas e instruções de segurança que são disponibilizadas pelo fabricante do equipamento para a operação. Nessas instruções, geralmente, são explicados o funcionamento, a montagem e desmontagem das gruas. Gerolla (2008) apresenta “dicas” para trabalhar com gruas no canteiro sem comprometer a segurança dos trabalhadores e chama atenção para a necessidade de se estar reciclando o conhecimento para a utilização desse tipo de equipamento.

 

 

Segundo Sampaio (1998), a necessidade de conhecimento também existe para aplicação da NR18 e normas de segurança, contribuindo para um melhor planejamento no uso da grua.

Esse equipamento possui liberdade de movimentação em um raio de 30 a 40 metros com torres que podem chegar até 130 metros, por conta dessa liberdade, isolar determinados locais para movimentações de cargas, significa perder a eficiência do equipamento.

Na prática, as movimentações são ocasionais, isto é, são realizados transportes de acordo com a necessidade, para locais distintos, percorrendo diferentes trajetos no canteiro. Por exemplo: em um mesmo dia pode-se existir a necessidade de transportar aço para a laje do edifício, transportar argamassa para um determinado andar e ainda descarregar blocos paletizados.

Para atender ao subitem 18.14.3 da NR18, onde se lê: “é proibida a circulação ou permanência de pessoas sob a área de movimentação da carga, sendo a mesma isolada e sinalizada”, deve ser feita no momento da movimentação apenas. Isso se torna complicado quando se tem um canteiro muito grande, por conta de diversas movimentações diárias. Mas, essa norma é facilmente atendida em indústrias, por possuir itinerários fixos (rotas de transportes suspensos), tornando obrigatória a proteção devida nos locais de movimentações. Daí, a necessidade de uma programação da logística do canteiro em obras.

Além da difícil adaptação da norma na construção, é constante a necessidade do aprofundamento do conhecimento dos riscos que a grua oferece, o qual pode ser feito através de treinamentos para quem trabalha dentro da obra. Em especial com o operador, que deve ser qualificado para tal serviço, conhecendo o funcionamento, as limitações da utilização do equipamento, como a carga máxima na ponta, o comprimento da lança, limitações no giro da lança e condições de trabalho com a mesma.

Nas imagens da Figura 02 seguinte, pode-se observar áreas de prevenção de acidentes, como: passarela segura de acesso à torre, escada de marinheiro na torre e vias de circulação definidas, respectivamente; obedecendo as recomendações da legislação.

 

 

As interferências com o uso da grua na edificação devem ser objeto de análise técnica, por profissional habilitado, dentro do plano de cargas, com distâncias inferiores a três metros, como também sobre a área de cobertura da grua e interferência além do limite da obra. Por causa disso, o plano de cargas deve existir em obras que possuem o objeto em estudo.

4. Acidentes com uso de grua

Acidente é todo e qualquer evento não desejado e não planejado que resulta danos às pessoas, à propriedade ou que cause perda de produção. Já incidente é a possibilidade de causar um acidente, ambos são fatores que devem ser evitados a todo custo. Acidentes acontecem quando não há preocupação com a segurança, ou melhor, quando não é feita a segurança dos trabalhadores.

Para Pampalon (2008), os principais tipos de acidentes com vítima ocorridos nos últimos tempos foram com relação à montagem e operação da grua, acidentes com operário que cai da grua e também desabamento da própria grua. Algumas reportagens não esclarecem motivos de acidentes, mas em uma das reportagens do IOL Diário – 2008, um inquérito da agência Associated Press (AP) apurou que as normas internacionais para as operações com gruas variam de cidade para cidade e algumas não têm qualquer norma sobre a sua utilização e construção.

Isso mostra a falta de prevenção de acidentes e conhecimento desses equipamentos.
Na Figura 03, a imagem chocante de acidente fatal em São Paulo, apresentada na matéria “Corpos de operários mortos em acidente com grua são liberados em São Paulo”, do informativo Último Segundo, de 26 de junho de 2008.

 

 

Em São Paulo, outro acidente com a grua divulgado no jornal Folha de São Paulo de 29 de março de 2008, apresenta como causa o excesso de carga no transporte. A notícia mostra que um carrinho com aproximadamente 40 kg despencou de uma altura de 92 metros do prédio em obras na Avenida Paulista em 1999, atingindo uma estudante que passava pela calçada, fora da obra. O objeto era transportado irregularmente, desobedecendo às normas de segurança, pois o carrinho havia sido colocado sobre outros objetos, para economizar uma nova viagem de uma caçamba erguida pela grua. O marido da estudante será indenizado pela construtora e pela locadora da grua. A intenção da notícia apresentada pela Folha de S. Paulo é mostrar que, só depois de três anos, o marido receberá uma indenização pela morte da esposa, o qual avalia que os R$ 150 mil é uma quantia irrisória em relação ao poder aquisitivo da empresa. Apesar do foco da reportagem não ser a falta de segurança na utilização da grua, a imprudência na utilização e operação deste equipamento fica evidenciada.

Podem acontecer acidentes com a utilização da grua por causa de excesso de carga no transporte de materiais, em condições desfavoráveis (como ocorrências de ventos com velocidade superior a 42 km/h), utilização do equipamento sem verificar sua integridade física (condições de uso), implantação do equipamento próximo de cabos de alta tensão e, principalmente, por displicência dos responsáveis pela manutenção.

Acidentes como esses poderiam e podem ser evitados se as normas fossem obedecidas. A grua pode oferecer riscos de acidentes, o que às vezes não é percebido pela convivência com o equipamento e, com o costume, os riscos aumentam. Por isso, deve-se pensar em soluções em que o uso da grua tenha os riscos, minimizados, ou melhor, controlados. Com um planejamento bem elaborado do movimento da grua, com as devidas sinalizações nos percursos, previamente definidas, se pode evitar um dos tipos possíveis de acidentes: o de queda de materiais, como observado no Plano de Cargas (Anexo III – NR18).

Em alguns casos, o acidente pode ser relativo à queda – desabamento – da própria grua, como se pode ver na Figura 04 – foto 1, quando uma caiu na calçada atingindo um carro; na foto 2, em pleno centro de Nova York, a grua caiu matando duas pessoas e deixando um trabalhador gravemente ferido (AGÊNCIAS REUTERS, 2008). A última foto faz referência a um acidente em São Paulo, quando caíram as hastes da grua, matando quatro pessoas e deixando um ferido.

 

 

5. Resultados da pesquisa de campo

Durante a pesquisa de campo foram observadas algumas situações de risco com a utilização desse equipamento. As causas mais recorrentes de acidentes, resultado da pesquisa de acidentes com grua no mundo, estão relacionados com a montagem. Na Figura 05, a primeira foto é de uma montagem, na sequência, uma ancoragem sem proteção por onde o operador tem acesso à torre da grua e por fim, a movimentação de aço na laje, em cima das pessoas que nela trabalham. Essa sequência de fotos retrata os maiores riscos de acidentes com a utilização de guindastes. Para esse tipo de movimentação de cargas, material que são transportados para uso imediato, é necessário apenas uma pessoa para trabalhar guiando o trajeto dos materiais, sendo uma pessoa treinada e habilitada pra tal função, sem pôr em risco todos os trabalhadores.

 

 

O item 18.14.24.8.2 da Norma explicita de forma objetiva que: “Não é permitida a presença de pessoas no interior da torre da grua durante o acionamento do sistema hidráulico”.

No entanto, observa-se na primeira foto uma telescopagem para desmontagem, em cuja manobra o operário permanece na torre durante a operação hidráulica, correndo riscos e infringindo a recomendação deste item da norma. Os riscos de um acidente durante o acionamento hidráulico podem ser de grandes proporções, porque existe a possibilidade de queda da estrutura acima do macaco hidráulico, composto pela lança, conta-lança, contra-pesos, quadro elétrico (em alguns modelos) e cabine (em alguns modelos), bem como o próprio funcionário que se encontra na parte da estrutura.

5.1 Imagens de obras visitadas

Foram fotografadas e registradas 32 obras, nomeadas de Obra 01 a Obra 32 por ordem de visita. O questionário foi aplicado em 15 obras, não sendo possível a aplicação do questionário na totalidade, por não terem sido liberadas pelas empresas. Na Figura 06, imagem de obras que usam a grua em Salvador, observa-se o crescimento da utilização desses equipamentos.

 

 

 

Vaso de Pressão NR13

VASO DE PRESSÃO NR13

Vasos de pressão são todos os reservatórios, de qualquer tipo, dimensões ou finalidades, não sujeitos à chama, fundamentais nos processos industriais que contenham fluidos e sejam projetados para resistir com segurança a pressões internas diferentes da pressão atmosférica, ou submetidos à pressão externa, cumprindo assim a função básica de armazenamento.

Aplicações

Em refinarias de petróleo, Usinas de Açucar e Etanol, Indústrias Químicas e Petroquímicas os vasos de pressão constituem um conjunto importante de equipamentos que abrangem os mais variados usos. O projeto e a construção de vasos de pressão envolve uma série de cuidados especiais e exige o conhecimento de normas e materiais adequados para cada tipo de aplicação, pois as falhas em vasos de pressão podem acarretar consequências catastróficas até mesmo com perda de vidas, sendo considerados os Vasos de Pressão equipamentos de grande periculosidade.

Vasos de Pressão e Reservatórios de Ar comprimido se enquadram na norma NR-13 e ASME VIII

Regulamentação.

No Brasil, após a publicação da NR-13 (Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego), estabeleceram-se critérios mais rigorosos para o projeto, inspeção, manutenção e operação de vasos de pressão, tendo como objetivo principal a diminuição de acidentes envolvendo estes equipamento

Previnir, trabalhar, conscientizar, viver com segurança.

A segurança do trabalho, é uma ciência que estuda os processos produtivos, com prioridades prevencionistas de prevenção de acidentes e doença do trabalho. A ideia de prevenção no brasil e visto como gasto por maioria dos empresários brasileiros. Se obriga por parte de lei a execução dos dipositivos de prevenção pela maioria das instituições ,empresas privadas, públicas que devem investir em segurança do trabalho e previnir acidentes nos processos laborais. O não cumprimento das açoes acarreta multas e interdições por parte dos orgão públicos de fiscalização do Ministério do trabalho e emprego. Mas essas ações não intimidam a maioria das empresas e seus administradores que não inventem em segurança e ainda continuam adoecendo os trabalhalhadores e causando morte. As penas por morte e adoeçimento não são aplicadas corretamente. As empresas se safam nos tribuinais e na maioria das vezes não são púnidas corretamente. Os trabalhadores são os mais fragéis nessa luta entre a subexistência e o trabalho estão exposto a qualquer risco que seja durante a execução das tarefas cotidianas.

Trabalho em Altura.

Trabalho em altura.

Trabalho em Altura NR35.

Trabalho em altura, é aquele execultado acima de 02 metros de altura. Devemos aplicar os preceitos legais de prevenção de risco de queda de altura.

Treinamentos da NR 35-Trabalho em altura conforme inserido pela portaria do MTE SIT № 313 de 23 de Março de  2012, na portaria 3214/78.  As empresas são obrigadas a dar o treinamento de altura com carga horária de 08 horas diárias aos trabalhadores que executam o trabalho acima de 02 metros de altura onde haja risco eminente de risco de queda. As empresas devem criar prodedimentos que conteplam a prevenção de risco, todos envolvidos nas atividades devem estar por dentro deste procedimento de trabalho.Exames médicos especificos devem ser adotados para os profissionais que trabalham em altura. Todos os profissionais devem ser identificados e autorizados conforme exames médicos e designados para realização do trabalho em altura.

CORES DE SEGURANÇA NOS AMBIENTES DE TRABALHO.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 26

 SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

(Redação dada pela Portaria SIT 229/2011)

26.1 Cor na segurança do trabalho

26.1.1 Devem ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes.

26.1.2. As cores utilizadas nos locais de trabalho para identificar os equipamentos de segurança, delimitar áreas, identificar tubulações empregadas para a condução de líquidos e gases e advertir contra riscos, devem atender ao disposto nas normas técnicas oficiais.

26.1.3 A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes.

26.1.4 O uso de cores deve ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador.

26.2 Classificação, Rotulagem Preventiva e Ficha com Dados de Segurança de Produto Químico

26.2.1 O produto químico utilizado Nº local de trabalho deve ser classificado quanto aos perigos para a segurança e a saúde dos trabalhadores de acordo com os critérios estabelecidos pelo Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS), da Organização das Nações Unidas.

26.2.1.2 A classificação de substâncias perigosas deve ser baseada em lista de classificação harmonizada ou com a realização de ensaios exigidos pelo processo de classificação.

26.2.1.2.1 Na ausência de lista nacional de classificação harmonizada de substâncias perigosas pode ser utilizada lista internacional.

26.2.1.3 Os aspectos relativos à classificação devem atender ao disposto em norma técnica oficial vigente.

26.2.2 A rotulagem preventiva do produto químico classificado como perigoso a segurança e saúde dos trabalhadores deve utilizar procedimentos definidos pelo Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS), da Organização das Nações Unidas.

26.2.2.1 A rotulagem preventiva é um conjunto de elementos com informações escritas, impressas ou gráficas, relativas a um produto químico, que deve ser afixada, impressa ou anexada à embalagem que contém o produto.

26.2.2.2 A rotulagem preventiva deve conter os seguintes elementos:

a)identificação e composição do produto químico;

b)pictograma(s) de perigo;

c)palavra de advertência;

d)frase(s) de perigo;

e)frase(s) de precaução;

f)informações suplementares.

26.2.2.3 Os aspectos relativos à rotulagem preventiva devem atender ao disposto em norma técnica oficial vigente.

26.2.2.4 O produto químico não classificado como perigoso a segurança e saúde dos trabalhadores conforme o GHS deve dispor de rotulagem preventiva simplificada que contenha, no mínimo, a indicação do nome, a informação de que se trata de produto não classificado como perigoso e recomendações de precaução.

26.2.2.5 Os produtos notificados ou registrados como Saneantes na ANVISA estão dispensados do cumprimento das obrigações de rotulagem preventiva estabelecidas pelos itens 26.2.2, 26.2.2.1, 26.2.2.2 e 26.2.2.3 da NR-26. (inserido pelaPortaria MTE 704/2015). 

26.2.3 O fabricante ou, Nº caso de importação, o fornecedor no mercado nacional deve elaborar e tornar disponível ficha com dados de segurança do produto químico para todo produto químico classificado como perigoso.

26.2.3.1 O formato e conteúdo da ficha com dados de segurança do produto químico devem seguir o estabelecido pelo Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS), da Organização das Nações Unidas.

26.2.3.1.1 No caso de mistura deve ser explicitado na ficha com dados de segurança o nome e a concentração, ou faixa de concentração, das substâncias que:

a)representam perigo para a saúde dos trabalhadores, se estiverem presentes em concentração igual ou superior aos valores de corte/limites de concentração estabelecidos pelo GHS para cada classe/ categoria de perigo; e

b)possuam limite de exposição ocupacional estabelecidos.

26.2.3.2 Os aspectos relativos à ficha com dados de segurança devem atender ao disposto em norma técnica oficial vigente.

26.2.3.3 O disposto no item 26.2.3 se aplica também a produto químico não classificado como perigoso, mas cujos usos previstos ou recomendados derem origem a riscos a segurança e saúde dos trabalhadores.

26.2.3.4 O empregador deve assegurar o acesso dos trabalhadores às fichas com dados de segurança dos produtos químicos que utilizam Nº local de trabalho.

26.2.4 Os trabalhadores devem receber treinamento:

a)para compreender a rotulagem preventiva e a ficha com dados de segurança do produto químico;

b)sobre os perigos, riscos, medidas preventivas para o uso seguro e procedimentos para atuação em situações de emergência com o produto químico.

Matérias diversas.

CIPA NA INDÚSTRIA DE CONSTRUÇÃO CIVIL

                     

                      CIPA NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

 

NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 18.33 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA nas empresas da Indústria da Construção 18.33.1 A empresa que possuir na mesma cidade 1 (um) ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho, com menos de 70 (setenta) empregados, deve organizar CIPA centralizada. 18.33.2 A CIPA centralizada será composta de representantes do empregador e dos empregados, devendo ter pelo menos 1 (um) representante titular e 1 (um) suplente, por grupo de até 50 (cinqüenta) empregados em cada canteiro de obra ou frente de trabalho, respeitando-se a paridade prevista na NR 5. 18.33.3 A empresa que possuir 1 (um) ou mais canteiros de obra ou frente de trabalho com 70 (setenta) ou mais empregados em cada estabelecimento, fica obrigada a organizar CIPA por estabelecimento. 18.33.4 Ficam desobrigadas de constituir CIPA os canteiros de obra cuja construção não exceda a 180 (cento e oitenta) dias, devendo, para o atendimento do disposto neste item, ser constituída comissão provisória de prevenção de acidentes, com eleição paritária de 1 (um) membro efetivo e 1 (um) suplente, a cada grupo de 50 (cinqüenta) trabalhadores. 18.33.5 As empresas que possuam equipes de trabalho itinerantes deverão considerar como estabelecimento a sede da equipe. 18.33.6 As subempreiteiras que pelo número de empregados não se enquadrarem no subitem 18.33.3 participarão com, no mínimo 1 (um) representante das reuniões, do curso da CIPA e das inspeções realizadas pela CIPA da contratante. 18.33.7 Aplicam-se às empresas da indústria da construção as demandas em de acordo com a legislação pertinente.

PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA PARA TRABALHOS EM INSTALAÇÕES ELETRICAS.

    Entre os principais procedimentos de segurança em instalações elétricas, destacam-se os seguintes:

  • Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho;
  • Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados equipamentos de proteção individual específicos e adequados às atividades desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR-06 (Equipamento de Proteção Individual);
  • Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço especificas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data, o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados;
  • Os procedimentos de trabalho devem conter, no mínimo, objetivo, campo de aplicação, base técnica, competências e responsabilidades, disposições gerais, medidas de controle e orientações finais;
  • A autorização referida no item 10.8 deve estar em conformidade com o treinamento ministrado, previsto no Anexo II da NR-10;
  • Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado e em condições de exercer a supervisão e condução dos trabalhos;
  • Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros, em conjunto com o responsável pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local, de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço;
  • A alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas e a competência dos trabalhadores envolvidos, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho;
  • As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas;
  • É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades;
  • Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e ferramentas elétricas compatíveis com a instalação elétrica existente, preservando-se as características de proteção, respeitadas as recomendações do fabricante e as influências externas;
  • Para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, conforme a NR-17 (Ergonomia), de forma a permitir que ele disponha dos membros superiores livres para a realização das tarefas;
  • Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser submetidos a exame de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas, realizado em conformidade com a NR-07 e registrado em seu prontuário médico;
  • Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação, obedecendo ao disposto na NR-26 (Sinalização de Segurança);
  • Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas, de acordo com o estabelecido no Anexo II desta NR-10.

 

 

  • ESPAÇO CONFINADO.

    O espaço confinado é o local onde e difícil de acessar, com pouca oxigenação. Exemplos de espaço confinado, Silos graneleiros, vasos de pressão, tanques de combustíveis. A norma que rege o trabalho em espaço confinado e a NR33 das normas regulamentadoras de segurança do trabalho conforme portaria 3214/78.

    Espaços Confinados NR33 em conformidade do inciso inserido pelo ministério do trabalho e emprego Nº 202 de 22 de dezembro de 2006,com alteração Nº 1409 de 29 de Agosto de 2012.






  • SOLDAGEM A QUENTE

    Nos processos de soldagem a quente é importante utilizarmos as lentes da máscara de solda corretamente. A Luminosidade deve ser observada por causa do risco de lesão nos olhos devido a radiação ionizante resultante do processo de soldagem a quente que emite ondas eletromagnéticas.
    Deve-se observar a Norma ANSI Z87.1 especificação de equipamentos de proteção dos olhos e face.